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Foto: Divulgação
Terrazza Panorâmico

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Gaeco, do Ministério Público do Paraná, cumpriu na manha desta quarta-feira (04), três mandados de busca e apreensão em Curitiba e Campo Largo.

Segundo informações apuradas com o Ministério Público, 2 mandados foram cumpridos no escritório do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e um em uma empresa de assessoria.

Não houve prisões mas um servidor do IAP já teria sido afastado das funções. A ação é continuidade da Operação Rota 66, deflagrada no mês de agosto, que apura crimes envolvendo a concessão ilícita de alvarás para uma construtora.

Na primeira fase da operação foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária em Curitiba, Pinhais, Araucária, Campo Largo, Balsa Nova e São José dos Pinhais. Outras duas pessoas foram presas em flagrante na ocasião, por posse ilegal de armas e munição.

Entre os presos da Operação Rota 66, estava um ex-prefeito e um ex-secretário municipal de Campo Largo, um servidor do IAP e o sócio majoritário da construtora que teria sido beneficiada pelo esquema.

Investigações

De acordo com as investigações da 1ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, os envolvidos seriam responsáveis por atos legislativos e emissão de alvarás de construção e licenças ambientais para beneficiar a construtora. Entre os crimes praticados pelo grupo estariam, segundo o Ministério Público, corrupção passiva e ativa, tráfico de influência, falsidade ideológica e associação criminosa.

Em entrevista à CBN, o coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, falou sobre o andamento da ação policial nesta quarta-feira, e o pedido de bloqueio de R$ 146 milhões ligados à empresa e responsáveis, para futuros ressarcimentos dos cofres públicos.

Em nota, o IAP informa que o Gaeco esteve no escritório regional do órgão em Curitiba para recolher documentos a respeito de empreendimentos imobiliários e que os atos investigados são de 2015. O IAP informou que está colaborando com as investigações, dentro da política de compliance adotada pelo governo estadual e que já tomou as medidas administrativas solicitadas pelo Ministério Público.

Repórter Fábio Buchmann