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O Gaeco, o grupo de atuação especial de combate ao crime organizado, do Ministério Público, realizou na manhã desta terça-feira a segunda fase da operação Riquixá, que apura fraudes em licitações do transporte coletivo em cidades do interior do Paraná.

O objetivo da ação é apurar a existência de uma organização criminosa que atuava no setor de transporte coletivo em Guarapuava e outros municípios do interior do estado. O Gaeco cumpriu dez mandados de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento – dois são contra pessoas ligadas a um escritório de advocacia, três contra ex-servidores públicos de Guarapuava e cinco contra empresários ligados ao transporte coletivo.

Além disso, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão envolvendo um escritório de advocacia, sete empresas (duas no mesmo endereço) e nove residências. Os alvos das buscas são empresários do ramo de transporte coletivo, advogados e agentes públicos que teriam auxiliado nas fraudes licitatórias. Todas as ordens foram cumpridas em Guarapuava, Campo Largo e Curitiba.

A primeira etapa da operação Riquixá foi realizada em junho do ano passado. Na ocasião, seis pessoas foram presas, 53 mandados de busca e apreensão e 29 de condução coercitiva foram cumpridos. Segundo as investigações, duas empresas seriam responsáveis por fraudar as licitações do transporte coletivo em Guarapuava. As empresas eram contratadas pela prefeitura para formatar as licitações, mas direcionavam os contratos para dois grandes grupos do transporte público – ou seja, não havia concorrência justa. De acordo com o Gaeco, o grupo agia desde 2009, cooptando agentes públicos para a prática dos crimes.

Em julho, o Ministério Público denunciou 22 pessoas por envolvimento no esquema, incluindo o ex-prefeito de Guarapuava, Luiz Fernando Ribas Carli, além de empresários do ramo de transporte coletivo.

Repórter Tabata Viapiana

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