Foto: Fábio Buchmann
Terrazza Panorâmico

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, e a Corregedoria da Polícia Militar, realizaram na manhã desta quarta-feira (18) uma operação para buscar evidências em relação ao incêndio que ocorreu no final do ano passado na Vila Corbélia, na Cidade Industrial de Curitiba.

Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em residências de policiais militares em Curitiba, Araucária, Ponta Grossa e no estado do Rio Grande do Norte, além de quatro mandados de prisão.

O procurador de Justiça e coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, falou a respeito do cumprimento dos mandados na Operação Tális, que foram motivados além do incêndio na Vila Corbélia, por outros crimes ocorridos na mesma época em Curitiba.

No cumprimento dos mandados nesta quarta-feira, foram apreendidos aparelhos de telefone celular, computadores e armas de fogo. Entre as pessoas presas em Curitiba, estão um civil e três policiais militares. Todos foram presos por porte ilegal de arma.

Investigações

Leonir Batisti diz que é precipitado fazer qualquer avaliação sobre a participação dos policiais no incêndio, e ressalta que as investigações continuam.

O comandante do 1º Comando Regional da Polícia Militar, coronel Hudson ressaltou que a PM acompanhou a operação nesta manhã e que a corregedoria da Polícia Militar está tomando as providências cabíveis aos três policiais.

Em janeiro deste ano, o Gaeco e a Corregedoria da Polícia Militar já tinham feito outra operação, em que foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão.

O Gaeco prossegue com as investigações sobre as mortes que ocorreram entre 6 e 7 de dezembro do ano passado, na Vila Corbélia, na Cidade Industrial de Curitiba. Na ocasião, um policial militar e dois moradores da Vila foram mortos. Além disso, houve um incêndio que consumiu centenas de moradias. À época, moradores acusaram policiais militares de terem executado as vítimas e ateado fogo nas casas.

Repórter Vanessa Fernandes