Foto: Divulgação/Sindimoc

Atualizado em 14/06, às 8h48

Mesmo depois da informação de que não haveria falta de ônibus em Curitiba e Região Metropolitana durante a greve geral que acontece nesta sexta-feira (14), o Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc) divulgou que mais de 57% da frota na capital paranaense está parada nas garagens e algumas garagens foram bloqueadas por trabalhadores nesta manhã. Na Região Metropolitana, 25% da frota de ônibus foi paralisada.

As principais linhas afetadas são dos biarticulados Santa Cândida/Capão Raso; Pinheirinho/Rui Barbosa e Centenário/Campo Comprido.

Além disso, os alimentadores que circulam no Campo Comprido, Santa Cândida, Cabral, Boa Vista e Pinheirinho também foram afetados com a paralisação.

No primeiro comunicado da manhã do Sindimoc, as garagens bloqueadas pelos manifestantes eram: Azul filial, Redentor, Glória Boa Vista, Glória Teffé e Araucária Filial.

Segundo comunicado da Prefeitura de Curitiba, a Guarda Municipal e a Polícia Militar foram acionadas pela Urbs, que faz a gestão do transporte coletivo da cidade, para recuperar dois ônibus que buscam os funcionários e que foram “sequestrados” pelos manifestantes.

Além disso, informou que várias estações-tubo estão sem cobradores e que, naquelas que há trabalhadores, eles foram orientados a não cobrar, pois, não há certeza de que os ônibus vão conseguir transitar.

O Setransp (Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana) informou, por meio de nota, que “a operação do transporte coletivo está se normalizando. Aos poucos, as garagens vão sendo liberadas, mas ainda haverá reflexo no cumprimento de horários por causa dos protestos”. A nota ainda afirma que as empresas tentaram trabalhar normalmente no início da manhã, mas “foram impedidas pelos grevistas”.

Bloqueios

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou que os manifestantes fizeram um bloqueio no quilômetro 84 da BR-277, próximo ao Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no trecho entre Curitiba e Paranaguá. Pneus foram queimados na rodovia e as pistas foram liberadas cerca de 40 minutos depois do início do protesto.

No Contorno Sul, pneus também foram queimados e duas pistas foram bloqueadas. Ainda não há previsão para liberação total da rodovia.

Metalúrgicos

Os metalúrgicos também fazem manifestação em frente às montadoras e realizam uma carreata pela BR-277. Segundo a Força Sindical do Paraná, trabalhadores das montadoras Renault, Volvo, Wolkswagen/Audi também pararam as atividades.

Greve geral

Em Curitiba, a greve geral acontece desde as primeiras horas desta sexta-feira (14), com a participação de metalúrgicos, motoristas e cobradores, profissionais da educação, da saúde, policiais da reservada e reformados, bancários e trabalhadores de outras áreas.

Os atos contra a Reforma da Previdência acontecem em todo o país e, na capital paranaense, diversas categorias vão se reunir em frente ao Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná, a partir das 10 horas.

Os servidores paranaenses querem aproveitar a mobilização e se reunir com o governador Ratinho Júnior para discutir o pagamento da data-base, que não tem correção desde 2016.

Repórter William Bittar