Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Terrazza Panorâmico
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-gerente da Petrobras, Roberto Gonçalves, foi preso na manhã desta terça-feira em Boa Vista, em Roraima, durante a 39ª fase da Lava Jato, batizada de “operação Paralelo”. Ele é acusado de movimentar cerca de cinco milhões e duzentos mil dólares em propina no exterior. Os valores teriam sido repassados por empreiteiras como a UTC e a Odebrecht.

Roberto Gonçalves foi o sucessor de Pedro Barusco no cargo de gerente da diretoria Serviços da Petrobras no período de março de 2011 a maio de 2012. O procurador Roberson Pozzobon afirmou que a nova etapa da Lava Jato desvendou mais um grande e sofisticado esquema de lavagem de dinheiro no exterior e mostrou que, na Petrobras, não havia apenas a sucessão de cargos, mas também uma sucessão nos recebimentos de propina – ou seja, mudavam os gerentes, mas os repasses ilícitos permaneciam.

Gonçalves já vinha sendo investigado na Lava Jato há mais de um ano. Ele foi preso temporariamente na 20ª fase da operação, em novembro de 2015. Na época, negou ter contas no exterior e foi solto. A Suíça também investigou Roberto Gonçalves e encontrou cinco contas que ele mantinha no país para recebimentos de propina. O Ministério Público Federal recebeu no início deste ano os documentos da Suíça sobre as contas em nome de Roberto Gonçalves, o que embasou o pedido de prisão preventiva. Mais de US$ 4 milhões de dólares do esquema já foram seqüestrados.

As autoridades suíças descobriram que, logo após a deflagração da Lava Jato, a partir de abril de 2014, Gonçalves passou a transferir os valores para contas nas Bahamas e na China, o que, segundo o procurador Júlio Noronha, seria uma tentativa de escapar de uma investigação da Polícia Federal.

Depois de três anos de Lava Jato, a força-tarefa garante que ainda há mais investigações em andamento sobre irregularidades na Petrobras. O procurador Roberson Pozzobon até aconselhou os funcionários da estatal a procurarem as autoridades para confessar a participação em atos ilícitos e acertar as contas com a Justiça.

Segundo o MPF, uma corretora de valores do Rio de Janeiro também teria sido usada para intermediar os repasses a Gonçalves. A PF ainda cumpriu nesta manhã cinco mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Roberto Gonçalves está detido na sede da PF em Boa Vista e deve ser trazido a Curitiba até a manhã desta quarta-feira.

 

 Repórter Tabata Viapiana

1 Comentário

  1. SOCORRO! ONU! OS VENDEDORES DE LEIS ESTÃO FAZENDO LEIS PARA BLOQUEAR A LAVA JATO A OLHOS VISTOS! SOCORRR0! SOCORRRO! FORÇAS ARMADAS, O QUE ESTÃO ESPERANDO?? IMPEÇAM NÃO DEIXEM POR FAVOR…. SOCORRO….!

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