Foto: Reprodução/Facebook Pepe Richa

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar nesta sexta-feira (5) Pepe Richa, irmão do ex-governador do Paraná Beto Richa, e os outros presos na Operação Integração II, como foi batizada a 55ª fase da Operação Lava Jato.

Os presos estão no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para onde foram transferidos nesta sexta-feira (5).

A ação foi deflagrada no final do mês de setembro e prendeu investigados no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as investigações apontaram que eram mantidos dois esquemas paralelos de pagamentos de propinas. Em um deles, de acordo com o MPF, foram identificados pagamentos mensais de propina em torno de R$ 240 mil, no ano de 2010.

Em sua decisão, o ministro Gilmar Mendes concedeu habeas corpus para outros sete acusados além de Pepe Richa.

Gilmar Mendes levou em conta os mesmos argumentos que usou para soltar Beto Richa na Operação Rádio Patrulha, que apura crimes em licitações para a recuperação de estradas rurais no Paraná.

No despacho Gilmar Mendes concedeu o habeas corpus relatando que: “[A decisão] descumpriu a ordem proferida, tendo decretado a prisão preventiva do reclamante e demais investigados com base nos mesmos fatos e vícios anteriormente expungidos, inclusive a partir do compartilhamento de dados obtidos perante a 13ª Vara Criminal de Curitiba, que proferiu a decisão anteriormente cassada”.

Além de ter revogado a prisão temporária de Pepe Richa e dos demais envolvidos, Gilmar Mendes revoga em seu despacho demais prisões provisórias que venham a ser concedidas com base nos mesmos fatos objeto de investigação.

A 55ª fase investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato em um esquema relacionado à administração das rodovias federais no Paraná, no chamado Anel da Integração.

Repórter Vanessa Fernandes

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