Foto: Pedro França/Agência Senado
Terrazza Panorâmico

O ex-senador Gim Argello se tornou réu mais uma vez na operação Lava Jato, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A Justiça acatou nova denúncia contra ele nesta quinta-feira (09), em despacho assinado pelo juiz Sérgio Moro.

Argello é acusado de solicitar pagamento de propina para atrapalhar o andamento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito instaurada no Senado e na Câmara durante o ano de 2014 para apurar os crimes cometidos contra a Petrobras.

Especificamente na denúncia fala-se que Gim Argelo, então vice-presidente da CPMI, teria pedido cinco milhões de reais ao presidente da Galvão Engenharia. A vantagem indevida teria sido solicitada para proteger o dirigente e a empresa, evitando que ele fosse convocado para prestar esclarecimentos sobre o esquema criminoso contra a Petro.

Do valor total, um milhão e seiscentos mil teriam sido de fato repassados, como doações eleitorais aos partidos indicados por Argello.

No despacho, Moro entende que há elementos suficientes para o recebimento da denúncia, com – por exemplo – confissão da corrupção por parte do representante da empreiteira e existência de comprovantes das doações eleitorais, feitas para dar ares de licitude ao dinheiro e dissimular a propina, configurando lavagem de valores, segundo o juiz.

A partir do recebimento da denúncia a defesa do ex-senador tem dez dias para se manifestar.

Vale dizer: Gim Argello já foi denunciado e condenado pelo acerto de pagamento de vantagem indevida envolvendo as empreiteiras UTC Engenharia, OAS, Toyo Setal, Camargo Corrêa e Engevix pelo mesmo procedimento denunciado agora em relação à Galvão.

Atualmente Gim Argello cumpre pena no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, condenado, pelos mesmos crimes, a 11 anos e 8 meses após ter pena reduzida no TRF4; inicialmente foi condenado a 19 anos de reclusão.

Repórter Cristina Seciuk

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