Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A sessão de votação do projeto sobre a reforma trabalhista chegou a ser aberta pelo presidente da Casa, senador Eunício Oliveira. Mas cinco senadoras da oposição, entre elas Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, decidiram ocupar a mesa diretora do plenário e a tribuna para discursar contra a proposta.

As parlamentares alegavam duas questões para a ocupação. A primeira delas foi a proibição da presença de trabalhadores e sindicalistas nas galerias do Senado durante a votação. A segunda era referente à falta de discussão sobre a reforma trabalhista com a população, de acordo com as senadoras.

Apesar da situação inusitada, a ocupação da mesa diretora do Senado já havia sido indicada por Gleisi Hoffmann. Ela adiantou que poderia ocorrer este tipo de manifestação porque não havia diálogo com a base aliada. A declaração foi dada aqui em Curitiba, no último sábado, no lançamento da Frente Suprapartidária por Eleições Diretas Já.

E foi o que aconteceu nesta terça-feira, com a ocupação das senadoras. Com a confusão, o presidente do Senado decidiu suspender a sessão e saiu do plenário. As parlamentares deram início a uma série de discursos contrários à reforma trabalhista. Elas dedicaram a sessão às mulheres brasileiras.

As parlamentares faziam seus discursos até que as luzes do plenário foram apagadas. Elas diziam que não deixariam o local se não houvesse pelo menos a liberação das galerias para os trabalhadores.

Gleisi ainda comentou que não temia uma possível representação no Conselho de Ética por conta da manifestação.

Durante a tarde desta terça-feira, o senador José Medeiros, do PSD do Mato Grosso, protocolou uma ação por quebra de decoro contra as senadoras no Conselho de Ética.

Repórter Joyce Carvalho

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