Foto: Lucian Pichetti

Armas, rádios comunicadores e 10 veículos de escolta foram entregues ao Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) pelo governador Ratinho Junior.

A finalidade é equipar e modernizar o sistema prisional do Estado. Na solenidade, na manhã desta quarta-feira (8), no Palácio Iguaçu, o governador admitiu o problema da superlotação nas delegacias.

De acordo com Ratinho Junior, dos doze presídios previstos, dois devem ser inaugurados ainda em 2019.

Para trabalhar nos novos presídios, agentes penitenciários devem ser contratados por Processo Seletivo Simplificado (PSS) e por concurso público.

O concurso, que não tem previsão para acontecer, também prevê vagas para outras forças de segurança. O secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná, general Luiz Felipe Kraemer Carbonell, cita o déficit de profissionais de cada categoria.

O Diretor Geral do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen),   Francisco Alberto Caricati, admite a defasagem no sistema penitenciário do Estado, mas afirma que ele é um dos melhores do país.

Motins

Em menos de uma semana dois motins foram registrados na Central de Flagrantes de Curitiba, no bairro Portão em Curitiba, por causa da superlotação.

Sindarspen

Em nota, o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) elogia o Governo do Estado pela entrega de viaturas, armas e radiocomunicadores para o sistema penitenciário, mas ressalta que, além de equipamentos, é urgente que o governo invista em pessoal.

De acordo com o Sindarspen, desde 2010, o número de presos nos presídios do Paraná subiu de 14 mil para 22 mil, enquanto o número de agentes caiu. Das 4.131 vagas na carreira de agente penitenciário, atualmente, apenas 3.098 estão ocupadas. 

Para atender a demanda da segurança pública do Estado, o sindicato afirma que há a necessidade de contratação imediata de 4.300 agentes e de mais 2.100 para trabalharem nas unidades previstas para serem inauguradas pelo governo, conforme dimensionamento feito pelo próprio DEPEN. 

Há 6 anos não há concurso público para a área. 

Repórter Lucian Pichetti