Foto: Rodrigo Felix Leal

O Governo do Paraná firmou uma parceria, nesta terça-feira (13), com o Ministério da Infraestrutura para o início de um trabalho de modelagem do novo programa de concessões de rodovias que cortam o estado.

Ao todo, serão licitados 4,1 mil quilômetros de estradas estaduais e federais até 2021. O documento incorpora três estradas estaduais ao conjunto de rodovias que formam os 2,5 mil quilômetros do Anel de Integração. Foram incluídas no processo a PR-092, no norte pioneiro, a PR-323, no noroeste, e a PR-280, na região sudoeste. O futuro leilão também deve abranger os trechos paranaenses das BRs 163, 153 e 476.

O governador Ratinho Junior afirmou que os novos contratos devem permitir a redução das tarifas de pedágio no Estado.

A União já contratou uma empresa para fazer os levantamentos dos trechos de rodovias que serão concedidas. O custo dos estudos é de R$ 60 milhões. Somente após esse processo é que os editais serão formalizados, segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas.

Os contratos com as atuais concessionárias foram assinados em 1997 e se encerram em 2021. O polígono geométrico interliga Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Maringá, Paranavaí, Londrina e Paranaguá.

O secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, destacou que o projeto deve melhorar a produção agropecuária e industrial paranaense.

A concessão de rodovias paranaenses foi alvo da Operação Integração – braço da Operação Lava Jato. No fim de janeiro, o ex-governador Beto Richa (PSDB) foi preso suspeito de participar de um esquema de fraude nos contratos de concessões de rodovias no estado. Ele foi solto dias depois após uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas virou réu depois de ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por corrupção passiva e organização criminosa. Richa nega ter cometido qualquer irregularidade.

Além dele, seis ex-presidentes de concessionárias foram acusados pelos mesmos crimes, além de lavagem de dinheiro.

Repórter Francielly Azevedo com informações da AEN