Foto: Conselho da Comunidade da Execução Penal

A informação foi confirmada pelo secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária em entrevista à CBN Curitiba nesta sexta-feira (01).

Segundo Mesquita, a condição das carceragens, em especial em Curitiba e região metropolitana, foi agravada em 2017 por causa do aumento no número de prisões. A carceragem do 11º também foi inchada pela necessidade de transferência de presos de outra unidade em decorrência de um motim.

O espaço, projetado para 40 pessoas, está superlotado, mas terá a capacidade ampliada nas próximas semanas, com a instalação de celas modulares. Quando isso estiver pronto a intenção é de alterar as características da unidade, com a transferência da delegacia.

Mesquita destaca que a medida estudada é emergencial e depende de análises de pessoal para assumir as funções.

O governo do estado promete a entrega de diversas obras de construção ou ampliação de penitenciárias até o final de 2018, a primeira delas em fevereiro. A partir de então a promessa é de cronograma de inaugurações a cada três ou quatro meses. Apesar disso, nem todas as catorze prometidas serão finalizadas até o encerramento da gestão Richa.

A questão do quadro de pessoal para essas unidades a serem abertas também é uma preocupação já que a condição admitida é de déficit de servidores.

O secretário Wagner Mesquita defende que a solução a ser adotada é a revisão das atividades desempenhadas pelos agentes penitenciários (mais bem remunerados) com a adoção de profissionais terceirizados e mais baratos.

Mesquita nega que a alteração possa precarizar as unidades.

Repórter Cristina Seciuk

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