Foto: William Bittar

Depois de perder maioria na Assembleia, a governadora Cida Borghetti (PP) retirou o projeto de lei que previa o descongelamento dos salários do funcionalismo. O anúncio foi feito pela manhã, poucas horas antes da prevista retomada dos debates sobre a matéria pelos deputados. O texto retornaria à Comissão de Constituição e Justiça e depois ao plenário, mas emendado, com índice de 2,76% e não mais o 1% enviado pelo governo.

À imprensa, no Palácio Iguaçu, Cida Borghetti chamou a tentativa de alteração do reajuste por meio de emenda, assinada por 31 deputados, de inconstitucional, irresponsável e eleitoreira.

A governadora afirmou que o novo projeto retirando a mensagem seria encaminhado à Alep ainda durante a manhã e que o assunto só deve voltar a ser tratado depois das eleições, mas garantiu que o dinheiro para o reajuste inicialmente proposto de 1% está garantido e que um futuro projeto deve prever pagamento retroativo.

Questionada sobre o possível veto ao reajuste das demais categorias de servidores, Cida Borghetti afirmou que é cedo para falar a respeito.

Outros projetos tratam do salário dos servidores dos demais poderes: da própria Assembleia, do Ministério Público, Defensoria, Tribunal de Contas e Tribunal de Justiça. Neles, a previsão de reajuste a ser concedido é a reposição da inflação do período de maio de 2017 a abril de 2018, os mesmos 2,76% que o governo tenta evitar alegando riscos de excesso de gastos com pessoal e de ultrapassagem do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Antes do envio das propostas, o executivo tentou negociar para que o índice fosse menor, mas sem sucesso. Sobre a situação, o líder do governo da Assembleia, Pedro Lupion (DEM) afirmou que a defesa sempre foi pela isonomia. Afirma o líder que, agora, o governo está novamente aberto para dialogar com os representantes dos servidores, contanto que dentro das possibilidades dos cofres do estado.

Com a retirada do projeto, caso o tema volte à Assembleia terá que passar novamente por tramitação completa.

Repórter Cristina Seciuk

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