Foto: EBC

Emilio Odebrecht e Graça Foster prestaram depoimento nesta terça-feira (31) como testemunhas, por videoconferência. A audiência com a ex-presidente da Petrobras durou apenas três minutos. Ela foi chamada como testemunha pela defesa de Fernando Reis, ex-executivo da Odebrecht e delator dentro da Operação Lava Jato.

Aldemir Bendine, que está preso no Complexo Médico Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, assumiu a presidência da Petrobras depois que Graça Foster pediu demissão, em fevereiro de 2015. Ele foi indicado pela então presidente da República, Dilma Rousseff.

Em seu depoimento, Graça Foster negou que soubesse da possibilidade de Bendine exercer a função enquanto ainda estava na Petrobras. Sobre o contato com executivos da Odebrecht, ela respondeu que os assuntos tratados eram exclusivos sobre produção.

Já Emilio Odebrecht foi chamado como testemunha do filho dele, Marcelo Odebrecht. Ele admitiu que teve uma reunião com Bendine, juntamente com Fernando Reis e Newton de Souza, que ocupou a presidência do grupo.

O ex-presidente da Petrobras, preso na 42ª fase da Operação Lava Jato, disse em depoimento à Polícia Federal que teve um encontro com o empresário em um “local oculto”.

Emilio contou que viu “uma ou duas vezes” Bendine, nas palavras dele, e confirmou o encontro em um escritório de advocacia para tratar de problemas de um contrato de uma subsidiária da Odebrecht com a Petrobras.

Emilio Odebrecht considerou a reunião como um fato normal, mesmo acontecendo fora das dependências da empreiteira ou da Petrobras. Ele também afirmou que soube do pagamento feito pela empreiteira a Bendine apenas durante as negociações de acordo da empresa e dos executivos com o Ministério Público Federal.

Bendine é acusado de receber R$ 3 milhões de reais da Odebrecht, entre junho e julho de 2015. O pagamento foi revelado nas delações relacionadas à Odebrecht.

Na semana passada, a ex-presidente Dilma prestou depoimento como testemunha indicada por Bendine. Ela disse que ele tinha autorização para falar com a Odebrecht em nome do governo por ocupar o cargo de presidente do Banco do Brasil.

Dentro desta mesma ação penal, Marcelo Odebrecht vai depor pessoalmente ao juiz federal Sérgio Moro no dia 09 de novembro. No dia 22 de novembro, será a vez do próprio Aldemir Bendine.

Repórter Joyce Carvalho

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