Foto: Prefeitura de Curitiba

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região (Sindimoc) convocou assembleia para avaliar a deflagração de uma greve geral contra o projeto de lei que amplia a utilização exclusiva da bilhetagem eletrônica na cidade. A deliberação está marcada para a tarde da próxima quinta-feira (08), na praça Rui Barbosa.

A proposta já tramita na Câmara de Curitiba, encaminhada pela prefeitura. Caso seja aprovada, a lei vai autorizar a implementação exclusiva dos leitores dos cartões-transporte nos pontos de acesso aos ônibus, alterando legislação atual. Hoje a regra municipal prevê que devem ser mantidos cobradores nas estações-tubo, terminais de transporte e no interior dos coletivos, excluindo-se aquelas linhas atendidas pelas estações-tubo e os micro-ônibus.

Assim que foi apresentado, o projeto gerou manifestações na Câmara e agora o Sindimoc ameaça a paralisação como uma “estratégia de mobilização em defesa do emprego de 6.000 cobradores”. Na avaliação do sindicato, se for aprovada a lei vai extinguir a função. Já o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, garante que não há intenção de fechar postos de trabalho, mas garantir evolução tecnológica e mais segurança ao transporte coletivo.

Para o presidente da Urbs, a modernização inevitável, mas admite que ela terá impacto social. Nesse sentido, Ogeny Pedro Maia Neto defende programas de capacitação para que os cobradores possam ser reaproveitados em outras funções.

Sobre a reação do sindicato de motoristas e cobradores contra o projeto de lei enviado à Câmara, que ameaça uma greve geral, o presidente da Urbs falou em estranhamento pois, segundo ele, os representantes da categoria foram informados e concordaram com procedimentos visando a modernização do sistema em negociações com os empregadores.

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região se manifestou sobre a situação por meio de nota, na qual afirma que também é de seu interesse a modernização do modelo de bilhetagem eletrônica nos serviços de transporte coletivo da capital, dando mais eficiência e controle à cobrança de passagens, com mais rapidez nos embarques e segurança para a rede. Ainda na nota, o Setransp afirma que “tendo em vista que a adoção dessa bilhetagem eletrônica poderá diminuir postos de trabalho de cobradores, o Setransp assinou a Convenção Coletiva de Trabalho 2018/2019 com o Sindimoc garantindo a estabilidade de cobradores por 12 meses e oferecendo oportunidade de requalificação, o que já vem fazendo em parceria com o Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte).  Ainda de acordo com o sindicato dos empresários, estão sendo negociados cursos de requalificação também com a Fecomércio e o Senac (Sistema Nacional de Aprendizagem Comercial).

Repórter Cristina Seciuk