Foto: Valdecir Galor/SMCS / arquivo

Os usuários do transporte coletivo podem respirar aliviados. Os ônibus de Curitiba não param de circular nesta quarta-feira (20). O protesto, que começou às 15h na Praça Rui Barbosa, envolve motoristas e cobradores que estão fora do horário de trabalho, como explica o secretário do sindicato dos trabalhadores, Adão Farias.

Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (19), a direção do sindicato dos trabalhadores decidiu manter apenas o ato de protesto por mais segurança nos coletivos e definiu que o movimento não afeta o sistema de transporte da capital.

O ato desta quarta faz parte do Setembro em Luto, movimento organizado para chamar a atenção das empresas e do poder público para o aumento da violência dentro dos coletivos. A categoria chegou a paralisar centenas de linhas por alguns dias, mas interrompeu as ações sob a alegação de que os motoristas e cobradores estavam sob ameaça de desconto de salário e demissão. Na época, o sindicato afirmou que ia focar seus esforços na paralisação do dia 20.

De acordo com o cronograma original, os trabalhadores fariam um grande ato que afetaria a circulação de ônibus por algumas horas. Contudo, segundo o Sindimoc, essa paralisação foi cancelada juntamente com as outras ações.

Havia a possibilidade do início de uma greve geral no transporte a partir desta quinta-feira (21), o que também foi descartado pelo Sindimoc. Uma nova reunião vai ser feita amanhã para decidir o futuro do movimento.

As três principais reivindicações do sindicato são: a criação da Delegacia Especializada em Crimes no Transporte Coletivo, mais viaturas da Guarda Municipal dedicadas exclusivamente ao patrulhamento do transporte coletivo e a instalação de câmeras de segurança com monitoramento online 24 horas, integradas aos órgãos de segurança pública.

Segundo o sindicato, isso é realidade em Porto Alegre (RS) e em Belo Horizonte (MG). Nestas capitais o sistema teria garantido redução de 90% dos arrastões.

O diretor executivo das empresas de ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Luiz Alberto Lenz César, defende que a solução mais eficaz já está instalada nos ônibus. É o botão do pânico.

Com relação a diminuição do número de arrastões, Luiz Alberto acredita que isso só vai acontecer quando não houver mais dinheiro em circulação nos ônibus.

Repórter Lucian Pichetti

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