Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil

Dados levantados pela Confederação Nacional da Indústria apontam que a greve dos caminhoneiros, nas primeiras semanas de maio, provocou estragos no setor em todo o país, com queda em todos os indicadores.

No estado, as vendas industriais caíram 15% na comparação com abril e a utilização da capacidade instalada recuou um ponto percentual, ficando em 69%.

Para o economista da Federação das Indústrias do Paraná, Evânio Felippe, esses indicadores captados no mês de maio e que apontam para a queda na atividade produtiva, podem se estender e avalia que a situação está diretamente ligada à paralisação no setor de transportes de cargas.

A queda, por exemplo, nas vendas industriais foi puxada pela greve, diz o especialista da Fiep, já que a tendência no primeiro semestre era contrária, de crescimento.

Nos empregos houve uma leve queda, o mercado de trabalho específico encolheu 0,36%, mas o economista acredita que o número não deve ter sido motivado pelo movimento paredista.

O setor não tem levantamento sistemático sobre quais foram os segmentos mais impactados com a greve, mas o economista Evânio Felippe pontua alguns dos que sofreram reflexos do desabastecimento, e com efeito dominó no restante da cadeia produtiva.

Os números paranaenses são motivo de preocupação para o setor, com ruptura no processo de recuperação da indústria, mas ainda assim são melhores do que a média nacional.  De acordo com o CNI, quando se fala em Brasil, o faturamento médio real da indústria caiu 16,7% e a utilização da capacidade instalada recuou o dobro do valor observado no Paraná, com queda de 2,2%.

Ainda na esteira das más notícias, o IBGE também identificou recuos na indústria no período e em 14 dos 15 locais pesquisados. A redução do Paraná foi a segunda mais acentuada, de 18,4%, atrás apenas do Mato Grosso, cuja produção industrial tomou tombo de 24%.

Repórter Cristina Seciuk

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