Foto: PRF

Sexto dia da greve dos caminhoneiros no Paraná e o movimento ganha força. Nesta manhã (26), foram contabilizadas, pelas polícias rodoviária estadual e federal, 250 manifestações, sete a mais do que ontem (25). Eles protestam contra o aumento do diesel, e a mobilização é nacional.

No início da manhã havia 86 pontos de manifestações nas estradas federais, de acordo com a PRF. Não há interdições totais.

Uma determinação judicial proíbe que os caminhoneiros fechem totalmente as estradas federais, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora. A decisão é de 19 de maio. Há 29 manifestações com interdição de meia pista, entre elas nos quilômetros 6 e 12 da BR-277, em Paranaguá e nos quilômetros 113,9 e 125 da BR-116, em Curitiba e Fazenda Rio Grande.

Nas estradas estaduais são 164 locais com protestos, conforme a PRE.

Na madrugada de hoje, viaturas da PRF escoltaram quatro caminhões-tanque com combustível para aviação. Eles saíram da Refinaria da Petrobrás, em Araucária, até o Aeroporto Afonso Pena.

Acordo

Na quinta-feira (24) um acordo foi anunciado, em Brasília, para suspender paralisação por 15 dias. Contudo, os caminhoneiros continuam em greve. Ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu uma liminar que autoriza o uso das forças de segurança pública para o desbloqueio de rodovias ocupadas por caminhoneiros grevistas. A liminar de Moraes atende a um pedido do governo federal.

PF na história

Ontem também a Polícia Federal (PF) anunciou que vai entrar na história. A PF informa que investiga o movimento grevista por associação para prática de crimes contra a organização do trabalho, a segurança dos meios de transporte e outros serviços públicos.

Transporte coletivo

A prefeitura de Curitiba informou, agora pela manhã, que o transporte coletivo opera normalmente neste sábado.

Repórter Lucian Pichetti

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