(Foto: Gibran Mendes / CUT Paraná)
Terrazza Panorâmico

A Igreja Católica e movimentos sociais realizaram neste sábado (7) o chamado Grito dos Excluídos. É um movimento paralelo, sempre realizado no feriado da Independência. O Grito dos Excluídos chegou à 25ª edição para, além da visibilidade, incentivar uma sociedade ativa e participativa.

O tema deste ano estava ligado a uma das principais tragédias de 2019: Brumadinho e suas centenas de mortos. Com o título “Este Sistema Não Vale”, em uma referência à empresa Vale, dona da barragem que se rompeu em Minas Gerais, o Grito dos Excluídos propôs uma discussão sobre a valorização da vida, de acordo com o padre Danilo Pena, coordenador da Dimensão Social da Arquidiocese de Curitiba, ligada à organização do Grito dos Excluídos.

Em Curitiba, o Grito dos Excluídos foi realizado na Vila Corbélia, uma área carente e sem regularização na Cidade Industrial. O padre Danilo conta o que aproxima a população da Vila Corbélia de Brumadinho, o tema do Grito dos Excluídos deste ano.

Morador da comunidade de Tiradentes, na Vila Corbélia, Valdecir Ferreira da Silva afirmou que receber o Grito dos Excluídos significava esperança para a população da região.

Cerca de 1,3 mil famílias moram na Vila Corbélia, em quatro comunidades.

Repórter Joyce Carvalho