Foto: Reprodução/Google Street View

O leilão do Hospital e da Faculdade Evangélica de Medicina começou por volta das 10:00. Quatro consórcios interessados na aquisição se inscreveram.

Um deles não preencheu os requisitos para participar do pregão a disputa ficou entre três grupos empresariais. Os lances ocorreram durante cerca de 30 minutos.

A disputa foi acirrada e no final venceu o Consórcio “R Mais”, formado pela Única Educacional Ltda. e Ambar Saúde”. O representante do consórcio, Rui Adriano Borges Muniz, disse que o grupo tem origem na cidade mineira de Montes Claros, mas tem sede em Brasília.

A especialidade do grupo é gerir serviços ofertados pelo SUS, que responde por quase todos os atendimentos realizados no Hospital.

O valor poderá ser parcelado em até 60 vezes, com pelo menos 20% de entrada. Segundo o edital, quem arrematou o hospital e a faculdade não responderá por nenhuma dívida anterior e apenas continuará com os contratos de trabalho vigentes.

A Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba, mantenedora das instituições, fez um pedido de insolvência junto à Justiça Estadual. Ou seja, é possível que o pagamento das dívidas seja feito pela Justiça Comum, e não a do Trabalho.

O Juiz Eduardo Baracat, titular da 9ª Vara de Trabalho de Curitiba, disse que a Justiça está preocupada neste momento em garantir a manutenção dos serviços à população, justamente por causa das inúmeras dívidas pendentes junto aos credores do Hospital Evangélico

O Hospital Evangélico atende de 25 mil a 30 mil pacientes por mês, uma média superior a mil atendimentos diários.

A instituição é referência em procedimentos de alta complexidade como tratamento de queimaduras, cirurgias bariátricas, plásticas, além de transplantes de órgãos.

Repórter Fábio Buchmann

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