Um incêndio destruiu parte da Vila Corbélia, no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O fogo começou por volta das 22h45 desta sexta-feira (7). Cerca de 10 caminhões, de vários batalhões, foram usados no combate às chamas. Foram necessárias duas horas para controlar o fogo, como explica a capitã do Corpo de Bombeiros, Rafaela Diotalevi.

O incêndio destruiu a maior parte das casas da Vila.

De acordo com a capitã, a população da Vila estava revoltada e partiu para cima de policiais, bombeiros e viaturas.

A origem do incêndio é desconhecida.

Plano de contingência

A Prefeitura de Curitiba acionou o plano de contingência na Regional da CIC. Foram acionadas a Defesa Social, a Guarda Municipal, a Fundação de Ação Social (FAS), a Secretaria Municipal da Educação, e a Secretaria Municipal da Saúde.

O Centro de Referência da Assistência Social (Cras) também está aberto para atendimento à população. Não foram registrados feridos ou vítimas fatais no incêndio.

Cerca de 80 pessoas foram abrigadas em uma escola municipal. Elas receberam colchões, cobertores e alimentos. Quem explica é o coordenador da Defesa Civil de Curitiba, Nelson Ribeiro.

Policial morto

A área é de ocupação. Na madrugada anterior (7) O policial militar Erick Norio, de 27 anos, foi morto no local enquanto atendia uma ocorrência. Ele foi atingido por dois disparos de arma de fogo, um foi contido pelo colete à prova de balas, mas o outro atingiu o peito do policial. Ele chegou a ser encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento, mas não resistiu. Durante o dia, a Polícia Militar fez rondas pela região.

Na madrugada deste sábado (8), o suspeito de ter matado o policial se entregou à Delegacia de Viligância e Captura (DVC) de Curitiba. Ele não ficou preso pois não havia mandado de prisão. A Polícia Civil informou que ele será ouvido pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Investigação

A Secretaria de Segurança Pública determinou à Polícia Civil a apuração rigorosa das causas do incêndio na Vila Corbelia. Um inquérito policial será instaurado pela Delegacia de Explosivos Armas e Munições (Deam) para apurar o caso. Uma equipe já foi designada para atender o local. O Instituto de Criminalística foi acionado também para exames periciais.

Repórter Lucian Pichetti