Foto: Divulgação Infraero

Já imaginou burlar o sistema de segurança de um aeroporto e entrar em um avião sem ter comprado a passagem? Praticamente impossível né. Em algum momento o espertinho seria barrado. Não foi o que aconteceu com um menino de 12 anos, morador do bairro Boqueirão, em Curitiba.

Na última segunda-feira (15) ele levou uma bronca dos pais após ter tirado uma nota vermelha na escola. Para evitar mais advertências em casa, o garoto falsificou a assinatura dos pais no boletim. A professora descobriu e ele foi suspenso.

É aí que a aventura começou. Da escola, o jovem foi até o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais. Lá ele conseguiu passar pelo esquema de segurança que dá acesso aos salões de embarque e se infiltrou em meio a uma família com três crianças.

Na sequência, conseguiu embarcar no vôo 3012 da Latam com destino a São Paulo, sem que ninguém percebesse. Sem documento algum e sem passagem, o menino desembarcou na capital paulista, no início da noite de segunda, onde finalmente foi descoberto.

Mas aquele não era o ponto final pretendido pelo aventureiro. Em sua mão estavam escritos os destinos “Espanha” e “Paris”. A Latam providenciou o retorno do garoto à Curitiba.

Falha de segurança

Como explicar tamanha falha no esquema de segurança do terminal paranaense, considerado o melhor do Brasil?

Em nota a “LATAM Airlines Brasil informa que está apurando o ocorrido. A companhia ressalta que esteve em contato tanto com as autoridades quanto com os responsáveis do adolescente e prestou assistência para o seu retorno imediato de Congonhas a Curitiba no mesmo dia.”

A Infraero também se manifestou. O texto diz que a empresa “colaborará com as autoridades policiais para esclarecer o fato em questão, ao mesmo tempo em que reforçará seus processos de segurança na sua Rede de aeroportos”.

Já a Polícia Federal (PF) garante que não teve culpa. Em nota a instituição esclarece que “é responsável pela área de imigração, embarque e desembarque internacional e ameaça à segurança das aeronaves” e que “negligência funcional em embarque doméstico” não cabe a PF apurar.

Repórter Lucian Pichetti