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O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente da Polícia Civil aguarda laudo do Instituto de Criminalística para a finalização do inquérito sobre possíveis agressões contra alunos em uma escola particular de educação infantil de Curitiba. As imagens do circuito interno de câmeras foram encaminhadas para averiguação de possíveis trechos adulterados ou apagados.

As investigações foram iniciadas no dia 1º, segunda-feira, quando as informações sobre agressões contra crianças foram levadas ao Nucria por uma professora que teve acesso às filmagens. No boletim de ocorrência a profissional cita a proprietária e diretora da escola como responsável pela violência contra os alunos. A escola tinha cerca de 150 matriculados entre zero e seis anos.

Ao se apresentar nesta quinta-feira (04), a diretora entregou o equipamento de gravação que vai passar por análises de acordo com o delegado José Barreto.

A delegada Ellen Victer, também do Nucria, descreve um dos trechos de gravação registrados.

Ainda conforme a delegada, ao ser ouvida na delegacia especializada, a mulher negou que tenha cometido excessos.

Desde o início da semana cerca de trinta pessoas foram ouvidas entre funcionários, pais e alunos; durante as oitivas a diretora foi a única pessoa apontada como responsável por agressões, entretanto há pessoas que afirmaram desconhecer casos.

O inquérito aberto investiga os crimes de tortura, fraude processual e coação no curso do processo.

Em nota, a defesa da escola e da diretora afirma que: “A escola Cimdy tem um histórico de mais de duas décadas comprometido com e educação e a formação de centenas de indivíduos. O respeito e a confiança sempre pautaram as relações entre instituição, pais e alunos. Uma condição validada por alunos, ex-alunos e pessoas que se envolveram com a instituição de ensino em todos esses anos. A denúncia não define a conduta e a atuação da escola, a qualidade de seu histórico, nem a credibilidade de toda a equipe de profissionais que nela ou com ela trabalham. Os responsáveis pela escola estão à disposição das autoridades públicas para prestar todos os esclarecimentos necessários e se dedicam para, acima de tudo, preservar os alunos e conceder segurança no relacionamento com os pais e prestadores de serviços envolvidos com a instituição”.

Repórter Cristina Seciuk