Foto: Reprodução/Facebook

A internet foi decisiva para as eleições 2018. E eu não falo da epidemia de fake news que atingiu os celulares nos últimos meses. Candidatos com bancadas inexpressivas em Brasília e, consequentemente, com pouco tempo de campanha em TV e Rádio, aproveitaram as redes sociais para alcançar o eleitorado. O candidato à presidência Jair Bolsonaro, do PSL, é um exemplo.

Foi na esteira dele que outro “famosinho” da internet foi eleito. Gilson Cardoso Fahur, o Sargento Fahur, do PSD, foi o deputado federal mais votado no Paraná. O policial rodoviário estadual da reserva fez expressivos 314,9 mil votos e chegou perto do político paranaense recordista em votos para a Câmara, Ratinho Junior, que alcançou 358,9 mil.

O sargento ficou famoso por suas posições polêmicas defendidas na internet, em um discurso bem parecido com o do capitão da reserva do exército, Jair Bolsonaro. Para Fahur, a votação indica que o paranaense não está contente com a segurança pública.

O Sargento Fahur se aposentou depois de 35 anos como policial militar. Os vídeos que o fizeram famoso na internet são da época mais recente, em que atuava no Batalhão da Polícia de Fronteira (BPFRon) da PM no Oeste do Paraná. Uma de suas páginas no Facebook tem 2,7 milhões de curtidas. Fahur virou até personagem de programa humorístico. Ele garante que vai usar a influência nas redes sociais para aprovar projetos do setor de Segurança Pública.

Com relação aos projetos próprios, Fahur garante que vai trabalhar para acabar com as mordomias dos criminosos.

Um dos lemas da campanha de Fahur à Câmara foi o apoio a intervenção militar.

Seguem dois dos tuítes mais famosos do Sargento Fahur:

“Bandido bom é bandido morto. Não gostou? Paciência, porque eu penso assim, até porque já conheci a maldade de alguns seres humanos, que de humanos não tem nada”.

“Para as pessoas de bem, desejo uma FELIZ PÁSCOA. E que o coelhinho da Páscoa traga muita PAZ e chocolate. Para bandidos, desejo tiro, porrada e bomba. E que o coelho morda o rabo deles”.

Como filiado ao PSD, o puxador de votos ajudou a eleger outros três correligionários.

Repórter Lucian Pichetti

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