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A Justiça acatou a denúncia contra o irmão da ex-governadora do Paraná, Cida Borghetti, e ex-vereador de Curitiba, Juliano Borghetti, e o dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, em ação relacionada à Operação Quadro Negro. Juliano responderá por corrupção passiva e Eduardo por corrupção ativa.

A denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), aponta que Eduardo teria pagado propina para Juliano em troca da nomeação de uma conhecida como assessora no gabinete da então vice-governadora Cida Borghetti e irmã de Juliano, em 2015. O empresário teria feito três pagamentos de R$ 15 mil.

A Quadro Negro apura um esquema de desvio de dinheiro que era destinado para obras em escolas públicas do Paraná. Conforme as investigações foram desviados quase R$ 20 milhões por meio de contratos com a construtora Valor entre 2013 e 2015.

A denúncia surgiu porque Eduardo Lopes de Souza, dono da Valor, assinou um termo de colaboração e relatou ter feito pagamentos a Juliano Borghetti em troca da nomeação da funcionária a um cargo público.

Cida não é investigada nesta ação. Por meio de nota, ela nega as acusações e afirma que a funcionária de carreira citada nunca cumpriu expediente na vice-governadoria e que as investigações são anteriores a posse dela no cargo. A ex-governadora reforçou que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que este caso não tem relação com a Operação Quadro Negro.

Também, por meio de nota, Juliano reforçou que a denúncia não tem nenhuma relação com a Operação Quadro-Negro. Juliano Borghetti nega as novas acusações e afirma que o dinheiro recebido é referente aos três meses que trabalhou na empresa Valor, conforme declarado em seu imposto de renda.

A defesa de Eduardo Lopes de Souza informou que não teve acesso ao processo e, por isso, não irá se manifestar.

Repórter Francielly Azevedo