Foto: Maurilio Cheli/SMCS

Quase 20% dos R$ 4,25 cobrados dos passageiros que utilizam o transporte coletivo de Curitiba, são para cobrir, por exemplo, os custos da isenção da tarifa para idosos, pessoas com deficiência e policiais. Atualmente, as isenções somam R$ 0,80 na tarifa cobrada dos passageiros.

Segundo dados da Prefeitura de Curitiba, a isenção da tarifa representou 17,3% dos 17,5 milhões de passageiros que circularam pelo transporte coletivo da capital no mês de setembro. No total, foram efetuadas mais de três milhões de passagens sem custo ou com desconto para os beneficiários.

Os dados fazem parte dos levantamentos mensais da Urbs, empresa responsável pelo transporte público da capital.

O presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, explica que o repasse ao passageiro é feito para equilibrar o sistema, uma vez que a tarifa técnica é superior a tarifa cobrada dos usuários do transporte coletivo.

Atualmente, existem 19 leis federais, municipais e estaduais que garantem a isenção tarifária. Os estudantes, por exemplo, com renda familiar de até cinco salários mínimos têm desconto de 50% na tarifa.

Ogeny afirma que em um período não muito distante será necessário rever alguns benefícios por conta do envelhecimento da população.

Em setembro, como é habitual, os idosos representaram a maior parte das isenções da tarifa, 55% do total; deficientes e seus acompanhantes somaram 11,5%; estudantes, 10,5%; policiais e guardas municipais, 5,7%; carteiros, 3,9%; aposentados por invalidez, 3,2%.

O presidente também falou sobre aquelas pessoas que entram nos coletivos sem pagar a passagem, os chamados fura-catracas. Por ano, o sistema deixa de arrecadar R$ 6 milhões com esse tipo de vandalismo.

Clique aqui para conhecer todas as legislações e enquadramentos para a isenção da tarifa no transporte coletivo.

Repórter William Bittar