É inegável a capacidade de negociação do mais influente dirigente do Athletico Paranaense. Porém, segundo o jornalista Lúcio de Castro, a habilidade de Mário Celso Petraglia nem sempre é transparente. Em uma reportagem publicada no portal Sport Light, Lúcio afirma que Petraglia manteve no Panamá, entre 2005 e 2008, duas empresas para compra e venda de jogadores: a Soccer Development (documento acima) e a The Soccer Consulting. Procurado por Lúcio, Petraglia negou envolvimento com as duas marcas e ameaçou processar o repórter.

A matéria aponta o presidente do Conselho Deliberativo do Athletico como um falso moralizador que se beneficia de um paraíso fiscal. O “moralizador” vem das frequentes críticas de Petraglia sobre a estrutura do futebol brasileiro. O dirigente se orgulha de não ter apoiado Rogério Caboclo, que vai tomar posse no próximo dia 9 como presidente da CBF. Caboclo foi candidato único.

O Sport Light aponta um ex-presidente do Figueirense, Paulo Prisco Paraíso, como sócio de Mário Celso Petraglia. Pirsco foi Secretário da Fazenda de Santa Catarina, em 1996. A passagem pelo governo catarinense lhe rendeu acusações de fraude e estelionato, feitas pelo Ministério Público.

(Ayrton Baptista Junior)