Terrazza Panorâmico
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Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A sentença foi proferida pelo juiz Sérgio Moro na manhã desta quarta-feira e está relacionada à 30ª fase da operação Lava Jato. O ex-ministro José Dirceu, preso em Curitiba desde agosto de 2015, foi condenado a onze anos e três meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de receber propina de R$ 2,1 milhões da Apolo Tubulars, uma empresa que fornecia tubos para a Petrobras.

Na sentença, o juiz Sérgio Moro disse que o mais perturbador em relação a José Dirceu é que ele teria praticado crimes enquanto era processado pelo Supremo Tribunal Federal no caso do Mensalão. Segundo Moro, nem mesmo um julgamento pela mais alta corte do país foi suficiente para impedir a reiteração criminosa. O juiz disse que Dirceu agiu com culpabilidade extremada.

É a segunda condenação do ex-ministro na Lava Jato. Ele já tinha sido punido com a maior pena da operação até o momento, 20 anos e dez meses de prisão. Agora, somando as sentenças, já são mais de 30 anos de prisão. No mesmo processo, Moro condenou o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque, a seis anos e oito meses de prisão. Ele também é acusado de receber valores ilícitos da Apolo Tubulars.

Segundo as investigações, Duque abriu mão de parte da propina a que tinha direito, cerca de 30%, como uma espécie de retribuição por Dirceu ter lhe indicado ao cargo de diretor de serviços da Petrobras. Mesmo assim, Duque ainda teria recebido valores superiores a R$ 4 milhões. Ainda na mesma sentença, foram condenados o irmão de José Dirceu e dois executivos da Apolo Tubulars.

Repórter Tabata Viapiana

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