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Terrazza Panorâmico

A juíza Taís de Paula Scheer, do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Curitiba, negou um pedido da defesa do médico Raphael Suss Marques, para que fosse feita a produção de um novo laudo sobre a morte da fisiculturista Renata Muggiati.

O pedido foi feito na última quinta-feira (16), quando Suss Marques, acusado de matar a namorada, falou pela primeira vez à Justiça e negou que tenha asfixiado a fisiculturista e jogado o corpo da jovem pela janela do apartamento onde morava, no Centro de Curitiba, no dia 12 de setembro de 2015.

Segundo a defesa do médico, o Laudo de Necropsia elaborado por Daniel Colman e o Laudo Complementar apresentam conclusões diferentes.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), na época da morte de Muggiati, os médicos-legistas Daniel Colman e Francisco Moraes Silva apresentaram um laudo de necropsia com conclusão falsa quanto à morte da fisiculturista.

De acordo com a juíza, “a mera existência de dois laudos distintos não enseja necessariamente a elaboração de um terceiro, especialmente quando em relação há um dos laudos recaem suspeitas de irregularidade”.

Raphael Suss Marques responde por lesão corporal, fraude processual e homicídio qualificado. Ele foi preso em fevereiro deste ano, após apresentar uma justificativa falsa para faltar a uma das audiências de instrução, no dia 23 de janeiro.

Raphael Suss Marques era obrigado a comparecer a todas as etapas processuais, mas foi flagrado no dia da audiência em um torneio de pôquer em uma casa de jogos da capital paranaense.

Agora, tanto acusação quanto defesa devem apresentar as alegações finais ao processo dentro de cinco dias e, depois disso, a juíza vai decidir, se o médico vai ou não a júri popular.

Repórter William Bittar