Foto: Reprodução Youtube

O júri popular de Carli Filho, acusado pela morte de dois jovens em um acidente de trânsito há oito anos, ainda não pode ser marcado.

É o que diz o promotor de Justiça do MP-PR Paulo Sérgio Markowicz de Lima. Ele confirmou que todos os recursos da defesa do ex-parlamentar realmente estão esgotados, conforme foi divulgado pelo Supremo Tribunal Federal nesta semana.

Mas, segundo o promotor, ainda existe uma pendência: uma liminar envolvendo um pedido de habeas corpus, que ainda não foi analisada.

O Juri Popular depende agora da boa vontade dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Meramente uma questão de posicionamento.

Em entrevista à CBN, o assistente de acusação, advogado Elias Matar Assad diz acreditar que o julgamento pode ser marcado para o segundo trimestre de 2018.

No dia 7 de maio de 2009, Fernando Ribas Carli Filho se envolveu em um acidente pouco depois da esquina das ruas Monsenhor Ivo Zanlorenzi e Paulo Gorski, no bairro do Mossunguê.

Morreram Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Souza, de 20. As investigações apontaram que Carli Filho estava embriagado e dirigia a quase 170 km/h.

O ex-parlamentar estava com a CNH suspensa. Ele tinha recebido mais de 29 multas por excesso de velocidade. A defesa de Carli Filho tem sustentado que trata-se de “mero acidente de trânsito sem intenção de matar ou de assumir o risco de morte”.

Já o MP, em agosto de 2009, ofereceu denúncia criminal contra Carli Filho por duplo homicídio doloso eventual, quando a pessoa assume o risco de matar.

Repórter Fábio Buchmann

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