Foto: Reprodução/AEN

O ex-governador do Paraná, Beto Richa e outros 32 investigados no esquema que envolve propina pagas pelas concessionárias de pedágio, viraram oficialmente réus na Lava Jato. A Justiça aceitou a denúncia do MPF referente à Operação Integração, um desdobramento da Lava Jato, deflagrada em fevereiro do ano passado.

Os denunciados vão responder pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Para o MP, não resta dúvidas de que houve desvio de pelo menos R$ 8,4 bilhões por meio de obras não executadas e reajuste constante das tarifas de pedágio do Anel de Integração.

Só a propina paga a agentes públicos em troca dos benefícios, conforme os procuradores, foi estimada em pelo menos R$ 35 milhões. Beto Richa teria recebido mais de R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo.

O valor foi utilizado para comprar imóveis em nome de uma empresa que pertence à familiares do ex-governador, segundo a denúncia. Entre os denunciados estão empresários, o irmão de Beto Richa, Pepe Richa, que foi secretário de estado da infraestrutura e logística, e Deonílson Roldo, ex-chefe de gabinete do então governador do Paraná.   

Segundo os procuradores, as concessionárias de pedágio pagam propinas, de forma contínua e sistêmica, desde 1998 no Paraná. A prática criminosa começou um ano após o início dos contratos de concessão no Estado. No entanto, segundo o MP, os governadores que antecederam Beto Richa não poderiam ser condenados já que os crimes prescreveram. O MP alega ainda que o esquema fez com que apenas 25% das obras previstas nas rodovias pedagiadas fossem executadas.

A CBN Curitiba tentou contato com a assessoria do ex-governador Beto Richa, mas até o momento da publicação desta reportagem não obteve sucesso.

Repórter Fabio Buchmann