Foto: Divulgação/TJ-PR

A Primeira Câmara do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) aceitou duas novas denúncias do Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra a médica Virgínia Soares de Souza por homicídio qualificado.

As mesmas denúncias haviam sido rejeitadas pela 2ª Vara do Tribunal do Júri do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba por falta de provas. Após o MP-PR recorrer, elas foram recebidas.

A médica já havia sido denunciada em 2013, mas foi absolvida, em primeira instância. Virgínia foi acusada de antecipar a morte de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico. 

O MP-PR recorreu e o caso aguarda julgamento em segunda instância.

Novas denúncias

Nas novas denúncias, a médica é acusada de matar duas pacientes em 2012, também na UTI do Evangélico. Essas mortes não foram analisadas no primeiro julgamento, de 2013. Uma das pacientes tinha 35 anos e, a outra, 16 anos. Virgínia teria facilitado a morte das mulheres para liberar leitos.

Defesa
Os advogados da médica – Elias Mattar Assad e Louise Mattar Assad – disseram em nota que a defesa “interporá recurso para o STJ e STF e, caso se iniciem novas ações penais, ficará novamente provado que a acusada apenas praticou atos típicos de medicina intensiva, previstos em protocolos e literatura médica”.

Repórter Lucian Pichetti