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Terrazza Panorâmico

A juíza Liliane Graciele Breitwisser, da Vara de Execuções Penais de Guarapuava, concedeu, na tarde desta sexta-feira (31), ao ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho o direito ao regime harmonizado. Com isso, o ex-parlamentar pode deixar a Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) e passará a ser monitorado por uma tornozeleira eletrônica.

A decisão acontece após o Ministério Público do Paraná (MP-PR) dar parecer favorável para o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho cumprir a pena de 7 anos e 4 meses de prisão com o equipamento eletrônico. O ex-parlamentar está preso, desde a última terça-feira (28), em uma sala separada na Penitenciária Industrial de Guarapuava. 

A justificativa do MP-PR é que não há vagas em unidade de regime semiaberto em Guarapuava. Por isso, a solução é o regime domiciliar com o uso do equipamento eletrônico.

Carli Filho se entregou à Justiça na tarde de terça-feira (28) e logo foi encaminhado para uma audiência de custódia. A juíza da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas manteve o ex-deputado detido em Guarapuava, como determinou o TJ-PR. No local, por ser portador de diploma de curso superior, Carli foi mantido em uma cela especial.

No ano passado, Carli Filho foi condenado, em júri popular, a 9 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, pela morte de Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, em um acidente de trânsito ocorrido em maio de 2009. O ex-deputado estava embriagado e em alta velocidade.

Após a condenação, o Tribunal de Justiça avaliou se o julgamento seguiu o rito legal e se a dosimetria da pena, que é o tempo fixado na sentença foi o correto. No julgamento, em fevereiro, o TJ definiu pela redução da pena para 7 anos, 4 meses e 20 dias de prisão, em regime semiaberto.

Repórter Francielly Azevedo