Foto: Reprodução / Todos Por Tatiane
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A Justiça autorizou nesta segunda-feira (14) a entrada de um perito particular no apartamento onde foi encontrado o corpo de Tatiane Spitzner, na madrugada do dia 22 de julho, em um prédio, no Centro de Guarapuava, na região central do estado. Segundo a juíza Paola Gonçalves Mancini, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Guarapuava, o perito pode realizar o trabalho que achar cabível, “desde que mantido inalterada a localização de móveis e pertences localizados na sala e na sacada do imóvel”.

Na mesma decisão, a juíza permitiu a entrada dos familiares da advogada para a retirada dos pertences, também “desde que mantidos todos os móveis e pertences da sala e sacada, onde supostamente ocorreram os fatos”.

Paola também determinou que o “ingresso dos familiares e do perito deve ser acompanhado de agente policial designado pela Autoridade Policial responsável pelas investigações, com o qual a diligência deverá ser agendada previamente”.

O suspeito de matar Tatiane, o professor Luís Felipe Manvailer, marido da vítima, segue detido na Penitenciária Industrial de Guarapuava. Ele responde pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e condição do sexo feminino (feminicídio), além de cárcere privado e fraude processual.

Na última semana, um laudo entregue à Justiça, feito por um médico psiquiatra da Secretaria Municipal de Saúde de Guarapuava, a pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR), aponta que Manvailer teria dito que “acha que a esposa se jogou da sacada” e “não lembra o que ocorreu” naquela noite.

Repórter William Bittar

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