O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, determinou o bloqueio de R$ 166 milhões nas contas bancárias do ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), da esposa dele Fernanda Richa, do filho do casal, André Richa e empresas da família. A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF).

O bloqueio acontece no âmbito da Operação Integração, que apura o pagamento de propina por empresas de pedágio no Paraná.

O contador da família, Dirceu Pupo Ferreira, apontado como intermediador das propinas recebidas por concessionárias, também teve bens bloqueados em R$ 4,5 milhões.

O MPF apontou que Richa teria recebido cerca de R$ 4,7 milhões em propina, o que causou prejuízo de R$ 82,5 milhões aos usuários das rodovias. Esse valores foram somados a multa máxima de R$ 79 milhões.

A Operação Integração investiga irregularidades na concessão de rodovias federais do Anel de Integração do Paraná. Beto Richa é apontado como líder da organização criminosa.

Por meio de nota, a defesa de Richa afirmou que as medidas cabíveis serão tomadas e que o ex-governador confia plenamente na atuação da Justiça.

Repórter Francielly Azevedo