Foto: José Adair Gomercindo/SECS

O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, determinou o bloqueio de R$ 2 bilhões de cinco das seis concessionárias investigadas na Operação Integração – braço da Lava Jato, que apura um esquema de corrupção envolvendo contratos de pedágio no Paraná.

A decisão foi publicada em quatro despachos separados direcionados a Caminhos do Paraná, Viapar, Econorte (empresas relacionadas ao mesmo grupo), Ecocataras e Ecovia. Cada concessionária teve determinado o bloqueio de R$ 90,2 milhões. Segundo o magistrado, o montante é referente aos prejuízos mínimos causados com o esquema de corrupção.

O bloqueio considera os danos com aditivos contratuais e os ofícios firmados para beneficiar as empresas. Além das obras não concluídas do contrato e aumento das tarifas de pedágio.

O juiz também determinou o bloqueio de bens de pessoas investigadas e representantes das empresas até o limite de cerca de R$ 407 milhões. Também foram decretadas a indisponibilidade de imóveis e a constrição de veículos, para cada grupo investigado. O valor é referente às multas pelos crimes de organização criminosa e corrupção ativa

A decisão atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). A CCR Rodonorte não teve bloqueios determinados nessas decisões, porque fechou acordo de leniência com a força-tarefa da Operação Lava Jato, com o pagamento de multa de R$ 750 milhões.

A concessionária Caminhos do Paraná, por meio de nota, afirmou que considera a medida excessiva e que mantém íntegro o seu compromisso em esclarecer os fatos que vêm sendo reportados na esfera judicial, contribuindo para demonstrar sua idoneidade, de seus acionistas e diretores.

As concessionárias Viapar, Ecocataratas e Econorte disseram que não vão se manifestar. Já a Ecovia ainda não retornou ao pedido da reportagem.

Repórter Francielly Azevedo