Foto: Reprodução/Facebook Beto Richa

A Justiça decretou o sequestro de bens no valor de R$ 50 milhões dos alvos da Operação Piloto, 53ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta terça (11). A determinação bloqueia R$ 10 milhões das contas correntes de Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete de Beto Richa, e atinge ainda outras duas pessoas e duas empresas em iguais montantes.

O congelamento atende pedido feito pelo Ministério Público e pela Polícia Federal e tem por objetivo recuperar o produto do crime; foi aplicado aos investigados contra os quais há prova do recebimento de propina de acordo com o despacho do juiz federal Sérgio Moro. O confisco de ativos pode atingir até o montante dos ganhos ilícitos, que seria de R$ 50 milhões com base nos acertos das supostas vantagens indevidas.

Os bloqueios serão implementados pelo BacenJud, sistema eletrônico que interliga Justiça, Banco Central e instituições bancárias para agilizar medidas como o cumprimento de ordens judiciais. Até o momento não há movimentações no processo que apontem quais os valores encontrados em contas correntes dos investigados.

A CBN tenta contato com a defesa de Roldo para comentar essa medida. Sobre a prisão, o advogado já afirmou à CBN Curitiba que a considera desnecessária e que seu cliente sempre esteve à disposição da Justiça.

A Operação Piloto apura o suposto pagamento de propina no valor de R$ 4 milhões pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht em favor de agentes públicos e privados no Estado Paraná. Em troca, o grupo teria sido favorecido, com direcionamento no processo de licitatório para a duplicação da PR-323.

Repórter Cristina Seciuk

Deixe seu comentário