Foto: Divulgação/FPF

O ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Nilo Rolim de Moura, condenado a mais de 22 anos de prisão por crimes praticados enquanto estava à frente da FPF, teve o mandado de prisão expedido nesta semana, por determinação da 5ª Vara Criminal de Curitiba.

Moura é acusado de estelionato, apropriação indébita e formação de quadrilha. Ele é considerado o comandante de uma organização criminosa que desviou recursos da Federação, enquanto presidente, entre 1985 e 2007. A condenação do ex-presidente é de junho de 2015.

De acordo com a decisão, Onaireves Moura “utilizava a estrutura da federação e o prestígio que possuía frente a terceiros devido ao cargo que ocupava, para facilitar o cometimento dos crimes, atuando em diversos setores da FPF”.

Segundo a denúncia, a organização comandada por Moura teria desviado valores de cessão de direitos de transmissão de partidas e desviou dinheiro de arrecadação de cinco jogos do Campeonato Brasileiro de 2005, ocorridos em Maringá, no norte do estado.

A Justiça apontou que o estatuto da Federação Paranaense de Futebol (FPF) prevê o repasse de 10% da renda bruta dos jogos nos campeonatos estaduais e 5% nos nacionais, conforme estatuto da Confederação Brasileira de Futebol (FPF) e aí, com o objetivo de desviar os recursos, 5% dos jogos estaduais e 2,5% dos jogos nacionais eram desviados e destinados à uma empresa de fachada criada por Onaireves Moura, desviando grandes somas da Federação de forma indevida.

A CBN Curitiba entrou em contato com a Federação Paranaense de Futebol, que afirmou que não vai se manifestar sobre a prisão do ex-presidente.

Até a manhã desta quarta-feira (13), Onaireves não havia sido preso, pois não foi localizado pela autoridade policial.

A CBN Curitiba tenta o posicionamento da defesa de Onaireves Moura, mas ainda não obteve retorno.

Repórter William Bittar