Foto: Douglas Santucci/TV Bandeirante
Terrazza Panorâmico

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, condenou três pessoas na Operação Carne Fraca, deflagrada para desarticular um esquema de corrupção envolvendo fiscais agropecuários e donos de frigoríficos nos estados do Paraná, Minas Gerais e Goiás.

Foram condenados: Gil Bueno de Magalhães, ex-superintendente regional do Ministério da Agricultura (Mapa) no Paraná, a sete anos, nove meses e 15 dias de prisão pelos crimes de advocacia administrativa, corrupção passiva, peculato e uso de atestado médico falso, com regime inicial semiaberto; Antonio Garcez da Luz, ex-chefe do escritório do Mapa em Foz do Iguaçu a quatro anos e um mês por corrupção passiva e peculato, com regime inicial semiaberto; e Carlos Alberto de Campos, assistente administrativo, a três anos e oito meses de reclusão por peculado, com regime inicial aberto.

Conforme a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Magalhães praticou o crime de advocacia administrativa ao usar o cargo que tinha para atender os interesses de uma empresa promovendo a alteração de Certificado Sanitário Internacional, com o objetivo de “desembaraçar” mercadorias da referida empresa, retidas em um porto espanhol.

De acordo com o despacho, em 2016 o ex-superintendente do Mapa apresentou um atestado médico falso perante a Superintendência Federal da Agricultura no Paraná. O documento tinha data retroativa, onde constou indevidamente de que o servidor público necessitava de repouso, quando de fato não havia motivos de saúde para a ausência ao trabalho.

O documento ainda aponta que Magalhães, em conjunto com Garcez da Luz, praticaram corrupção passiva ao utilizarem carros de uma empresa para fins pessoais utilizando os cargos que ocupavam. Os veículos eram usados, inclusive, para viagens ao Paraguai e Argentina.

Já o crime de peculato foi praticado pelos três condenados ao se apropriarem de “parte de uma carga contrabandeada de carne bovina (picanha) e pescado (camarão), de procedência estrangeira ilegal que tinham apreendido durante uma fiscalização oficial.

Além disso, outras quatro pessoas foram absolvidas: Arlindo Alvares Padilha Júnior, policial federal, absolvido do crime de peculato; Guilherme Dias de Castro, agente de atividades agropecuárias, absolvido do crime de peculato; Cláudia Yuriko Sakai, empresária, absolvida do crime de corrupção passiva; e Edson Luiz Assunção, agente de atividades agropecuárias, absolvido do crime de peculato.

 

Repórter Francielly Azevedo

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