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O juiz substituto da 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Jailton Juan Carlos Tontini, negou o pedido do Cruzeiro Esporte Clube solicitando a entrada dos torcedores na Arena da Baixada, na partida contra o Atlético Paranaense, nesta quarta-feira (16), em Curitiba, após um acordo feito entre o Ministério Público do Paraná e o clube rubro-negro para que seja feito um teste de torcida única, como forma de diminuir atos de violência e a necessidade de um grande efetivo policial.

No pedido, o clube cruzeirense alegou que o Estatuto do Torcedor prevê que “a torcida adversária deve ser admitida no estádio e tenha um espaço reservado para si”, mas na decisão, o juiz aponta que o Estatuto não está sendo ferido, uma vez que não há liberação para que a torcida uniformizada seja admitida no estádio e tenha um espaço reservado.

Tontini ainda lembra que a torcida do clube mandante estará em imensa maioria e a presença de pessoas portando camisas e objetos alusivos ao adversário pode ensejar atos de hostilidade, gerando violência, o que se busca evitar com a medida.

O juiz também afirmou que o Ministério Público do Paraná apenas fez a sugestão e o Atlético Paranaense e as torcidas organizadas do clube é que concordaram com a medida e decidiram implantá-la em um projeto-piloto.

Ao final da decisão, o juiz ainda apontou que “a realização de jogos de futebol com a chamada ‘torcida única’ têm ocorrido com frequência em outros Estados da Federação, como São Paulo, Rio de Janeiro e até mesmo em Minas Gerais”, o que mostraria a inexistência de ilegalidade.

Com o indeferimento do pedido, os torcedores do time cruzeirense que quiserem assistir a partida terão que comprar ingressos da torcida atleticana.

O time mineiro afirmou que não entrará com um novo pedido na Justiça.

Repórter William Bittar