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A Justiça marcou para os dias 11 e 13 de dezembro os interrogatórios do professor Luiz Felipe Manvailer e das testemunhas de defesa e acusação, no processo que investiga a morte da advogada e esposa de Manvailer, Tatiane Sptizter, em julho deste ano.

A decisão é de segunda-feira (22) e foi anexada ao processo nesta terça-feira (23) pela juíza da 2ª Vara Criminal de Guarapuava, Paola Mancini.

A alteração nas datas das audiências aconteceu após a mudança na denúncia feita pelo Ministério Público do Paraná, que acusa Manvailer de matar a esposa ainda dentro do apartamento onde moravam, por meio de asfixia mecânica causada por esganadura e com a qualificadora de meio cruel ao crime.

No despacho, a juíza também negou o pedido da defesa do réu para que julgasse improcedente a denúncia, sob a alegação de que “os fatos não estão adequadamente descritos, o que dificulta o exercício da ampla defesa”.

Segundo Paola Mancini, “a exposição dos fatos criminosos, a qualificação do acusado e a classificação dos crimes encontram-se devidamente delineados, não havendo motivos justificáveis para que se declare a inépcia da denúncia”.

A defesa também pedia a perícia no celular da amiga de Tatiane Spitzner, por conta de alguns prints de uma conversa que elas tiveram via aplicativo de mensagens do celular, onde a advogada fala sobre agressões e humilhações. A juíza também negou o pedido e afirmou que “a ata notarial transcreve na integra a interlocução, permitindo a compreensão do contexto, ao revés do sustentado pela defesa”.

Devem ser ouvidas 15 testemunhas, entre acusação e defesa, além do professor Luis Felipe Manvailer. As audiências estão previstas para iniciar às 13 horas na 2ª Vara Criminal de Guarapuava.

Manvailer foi acusado de homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e condição do sexo feminino (feminicídio), além de cárcere privado e fraude processual.

Tatiane Spitzner foi encontrada morta na madrugada do dia 22 de julho, no prédio onde morava com o acusado, na região central de Guarapuava. O corpo estava dentro do apartamento, após ser arrastado por Manvailer.

Segundo o Ministério Público do Paraná, o professor matou a advogada ainda dentro do apartamento e depois o jogou da sacada do quarto andar.

Ele foi preso no mesmo dia, após ser flagrado tentando fugir para o Paraguai.

Imagens das câmeras de segurança do prédio mostram Manvailer, momentos antes da morte, agredindo violentamente a jovem dentro do carro, na garagem e no elevador do prédio.

Ele está detido na Penitenciária Industrial de Guarapuava e sempre negou o crime, afirmando que a jovem se jogou da sacada do apartamento.

Repórter William Bittar