Foto: Divulgação/São Paulo

A Justiça negou um pedido de habeas corpus de dois jovens acusados de participação na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, no dia 27 de outubro de 2018. O atleta foi encontrado em um matagal na Colônia Mergulhão, zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

De acordo com desembargador Paulo Edison de Macedo Pacheco, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), Ygor King, de 18 anos, e David Vollero Silva, de 19 anos, devem continuar presos para evitar que haja interferência na produção das provas.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), os dois ajudaram, junto com Eduardo Henrique da Silva, a segurar Daniel para que Edison Brittes Júnior esfaqueasse e mutilasse o jogador.

Ygor King e David Vollero respondem por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor. David ainda responde por denunciação caluniosa.

Os dois estão presos desde o dia 8 de novembro.

No pedido de habeas corpus, os advogados de defesa dos jovens alegaram que não havia indícios de participação deles no homicídio que ambos participaram apenas das lesões ao jogador assim que ele foi encontrado deitado na cama de Cristina Brittes.

Por outro lado, o desembargador afirma que “há nos autos indícios que militam em sentido contrário”.

Além dos dois, estão presos, acusados de participação na morte do jogador, Edison Brittes Júnior, Cristina Brittes, esposa de Edison, Allana Brittes, filha do casal e Eduardo Henrique da Silva.

Evellyn Brisola Perusso, de 19 anos, que teria ficado com o jogador na festa de aniversário da Allana, também foi denunciada, mas não foi detida. Ela responde por falso testemunho e denunciação caluniosa.

A CBN Curitiba tenta contato com o advogado de David e Ygor, mas não conseguiu retorno até o final desta reportagem.

Repórter William Bittar