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Mais quatro pessoas devem ser ouvidas nesta quinta-feira (14) na retomada das audiências do processo que investiga a morte da fisiculturista Renata Mugiatti, em setembro de 2015. O médico Raphael Suss Marques é acusado por matar a namorada. No dia 23 de janeiro, quatro peritos foram ouvidos.

De acordo com a denúncia, Raphael teria matado a fisiculturista dentro do apartamento e depois jogou o corpo dela pela janela do 31º andar do prédio onde morava, no Centro de Curitiba.

Além disso, depois da morte, ele teria efetuado um pagamento a um perito do Instituto Médico-Legal (IML) para validar a versão de que ela teria se jogado.

Segundo os advogados de acusação que representam a família da fisiculturista, os peritos ouvidos confirmaram durante a audiência que a atleta já estava morta quando seu corpo foi jogado do apartamento.

Nesta quinta-feira, devem ser ouvidos o ex-chefe do Instituto de Criminalística, Hemerson Bertassoni Alves, e o ex-chefe do Instituto Médico-Legal, Carlos Alberto Peixoto Baptista.

A expectativa fica por conta também da presença do médico, após ele faltar à última audiência com uma justificativa falsa de que teria compromissos profissionais, mas foi flagrado em uma casa de jogos de Curitiba, participando de torneios de poker.

No dia 06 de fevereiro, o promotor do Ministério Público do Paraná, Marcelo Balzer, solicitou a revogação dos benefícios e a prisão preventiva de Suss Marques, mas, na ocasião, a juíza substituta do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, Rita Borges de Area Leão Monteiro, concedeu prazo de cinco dias para que a defesa do médico se manifestasse.

Na última terça-feira (12), o promotor reforçou o pedido de prisão preventiva, mas ainda nesta quarta-feira (13), a juíza substituta se manifestou contrária ao pedido e ressaltou que a defesa ainda está dentro do prazo para apresentar “uma análise jurídica diferente da que foi exposta pelo órgão acusador”.

Repórter William Bittar