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Terrazza Panorâmico

Em decisão anexada ao processo nesta sexta-feira (24), a juíza Paola Gonçalves Mancini, da 2ª Vara Criminal de Guarapuava, negou o pedido de suspensão do processo que investiga a morte da advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos. O pedido foi feito na última semana pela defesa Luís Felipe Manvailer, acusado de matar a companheira, na madrugada do dia 22 de julho.

A juíza ainda concedeu prazo de 10 dias para que os advogados do professor apresentem a defesa liminar do réu. Ele nega as acusações e afirma que a advogada se jogou da sacada do apartamento onde moravam.

No pedido de suspensão do processo investigatório, a defesa de Manvailer afirmou que não ficou claro qual foi a causa da morte de Tatiane Spitzner e chegou a dizer que o Ministério Público do Paraná apontou que a advogada “morreu duas vezes”.

Os advogados pediram para que os promotores decidissem se Luis Felipe matou a esposa asfixiada e depois arremessou o corpo dela sem vida pela sacada ou se Tatiane morreu pelos ferimentos causados pela queda.

Paola Gonçalves pontuou ainda que a denúncia imputa ao denunciado duas condutas que teriam, em tese, sido praticadas por este, sem que uma exclua a outra.

Para a juíza, “a não especificação da causa mortis por ausência de laudo de necropsia não afasta a materialidade do delito, a qual está amparada por outros elementos indiciários que demostram aptidão para o oferecimento da denúncia”.

Também nesta sexta-feira, o Ministério Público do Paraná se manifestou sobre o pedido de suspensão e afirmou que “formulou acusação precisa, coerente e certa, especificando os fatos imputados ao réu e possibilitando o perfeito exercício da ampla defesa”.

Além disso, frisou que a acusação foi “bem clara ao imputar a Luis Felipe a prática de agressões físicas e arremesso da vítima da sacada do apartamento”.

Defesa

Em nota, a defesa de Manvailer informou que “a suspensão do processo até que as provas periciais sejam juntadas, é primordial para que a justiça possa ser feita de acordo com o bom andamento das doutrinas da lei”.

Os advogados reforçaram que a “tardia manifestação do Ministério Púbico quanto as indagações contidas no pedido de suspensão do processo que investiga a morte de Tatiane Spitzner comprometeu o andamento do processo”.

Manvailer responde por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e condição do sexo feminino (feminicídio). Além de cárcere privado e fraude processual.

Repórter William Bittar

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