Foto: Orlando Kissner/ANPr
Terrazza Panorâmico

O juiz da 9ª Vara Criminal de Curitiba Fernando Bardelli Silva Fischer, negou, nesta quarta-feira (17), o pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR) para vender objetos de luxo do ex-governador Beto Richa que foram apreendidos no dia da prisão dele, na Operação Quadro Negro.

Segundo o magistrado, as canetas, jóias, abotoaduras além de relógios, óculos e cinto apreendidos, não vão se degradar tão cedo, o que não justificaria a medida de natureza urgente, no caso, o leilão.

Na decisão, a Justiça concedeu ainda a restituição dos cintos e óculos de sol do ex-governador, apreendidos na ação, por considerar que são “bens pessoais de valor menos elevado”.

Beto Richa (PSDB) é réu em três processos da Operação Quadro Negro, que apura desvios de mais de R$ 20 milhões em verbas que seriam destinadas para construção e reformas de escolas públicas no Paraná, entre 2012 e 2015.

Richa foi preso no dia 19 de março e solto no dia 04 de abril, após uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná. No dia 15 de abril o advogado Guilherme Luchessi, que defende o ex-governador, havia solicitado a Justiça a devolução dos objetos.

Repórter Lucian Pichetti