Foto: Divulgação SESA

Duas equipes de especialistas do Laboratório Central do Estado foram enviadas para as cidades do litoral para coletar mosquitos nas áreas de mata. A medida é um reforço à prevenção e controle da febre amarela. O trabalho vai servir de base para o mapeamento e monitoramento da circulação viral.

Na prática, a atividade reserve para verificar o caminho e a velocidade de propagação do vírus de acordo com Ivana Belmonte, médica veterinária do Centro de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde.

Esse mapeamento feito agora pelos especialistas do Lacen vai permitir conhecer a dinâmica de deslocamento da febre amarela – até agora restrita à circulação silvestre – para evitar que ela alcance as áreas urbanas.

O trabalho de coleta das amostras é feito usam diversas técnicas de captura, tanto em solo quanto na copa das árvores. Todos os mosquitos recolhidos serão identificados, separados em lotes e acondicionados em nitrogênio para envio para Fiocruz no Paraná, que é o laboratório de referência na região sul. No local são feitas as análises de todas as amostras para a detecção da febre amarela, seja em mosquitos, macacos e dos casos suspeitos em pacientes.

O Paraná tem, até o momento, três confirmações de febre amarela contraída no próprio estado, o primeiro em Antonina, os outros dois em Adrianópolis e todos com faixa etária coincidente àquela que tem recomendação para tomar a vacina: dos 9 meses aos 60 anos incompletos.

A imunização está disponível em todas as 110 unidades da rede básica de saúde.

Repórter Cristina Seciuk