Foto: Reprodução/EBC
Terrazza Panorâmico

Os lances para o leilão do tríplex no Guarujá, em São Paulo, atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), podem ser feitos pela internet a partir desta sexta-feira. O leilão marcado para o dia 15 de maio.

O apartamento foi avaliado pela Justiça em R$ 2 milhões e 200 mil, no último mês de fevereiro. E esse é justamente o lance inicial. Se neste primeiro leilão não houver interessados na compra do bem, uma segunda data está marcada para uma semana depois, no dia 22 de maio, com o imóvel sendo colocado em leilão pelo lance mínimo de 80% de seu valor, segundo o leiloeiro Afonso Marangoni, responsável pela execução do leilão.

Os interessados em adquirir o imóvel também poderão agendar visitas ao apartamento. O leiloeiro explicou à Rádio CBN Curitiba que neste primeiro momento estão sendo afinados os pontos com o condomínio para evitar transtornos aos moradores do local.

Mas os interessados podem conferir as fotos do imóvel na internet. O leilão é conduzido pela Marangoni Leilões, de Curitiba, que ganha 5% do valor da venda. O leiloeiro Afonso Marangoni trabalha com leilões judiciais desde 2012 e conta que nunca teve um caso com tanta repercussão assim.

As informações sobre o imóvel e o leilão estão no site marangonileiloes.com.br. O vencedor terá 72 horas para fazer o pagamento. De acordo com o Código Civil e o Código de Processo Civil será respeitado o direito de preferência a condôminos, coproprietários ou cônjuges.

Lula foi condenado na ação penal que envolve o imóvel por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em primeira e segunda instância. O leilão do tríplex foi determinado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato em primeira instância, em 29 de janeiro – cinco dias depois da condenação de Lula a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que negou o recurso do ex-presidente e ainda ampliou a pena.

O magistrado determinou que o valor arrecadado com o leilão do tríplex, seja depositado em juízo e, com o trânsito em julgado da ação penal contra Lula, seu valor repassado à Petrobras – em caso de confirmação da sentença – ou a seu proprietário de fato – seja OAS ou Lula – em caso de revisão da decisão.

Repórter Francielly Azevedo

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