Valdir Simão (CGU)
O ministro-chefe da CGU, Valdir Simão, afirmou que o órgão pretende recuperar 100% dos valores desviados da Petrobras. Foto: CGU

Durante um congresso em Curitiba, o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União afirmou que o órgão pretende recuperar 100% dos valores desviados da Petrobras. Segundo Valdir Simão, seis acordos de leniência – quando empresas ajudam nas investigações para reduzir punições – estão sendo negociados com as empreiteiras investigadas na Lava Jato.

Ao todo, a Controladoria-Geral da União já possui 29 processos administrativos contra empresas investigadas na operação Lava Jato pelo pagamento de propina a agentes políticos e diretores da Petrobras.

A expectativa é que os processos sejam concluídos nos próximos meses para que as empreiteiras sejam responsabilizadas e punidas – incluindo a possibilidade de serem proibidas de contratar com o poder público. Segundo Valdir Simão, ministro-chefe da CGU, seis acordos de leniência já estão sendo negociados com as empresas. O objetivo do órgão é recuperar 100% dos valores desviados da Petrobras.

O ministro afirmou que a assinatura de acordos de leniência é de competência exclusiva da Controladoria.

Mas, o CADE, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, já firmou dois acordos no âmbito da operação Lava Jato – um com as empresas do grupo Setal e outro com a Camargo Corrêa.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal, os crimes já denunciados envolvem pagamento de propina de cerca de R$ 6,1 bilhões – sendo que R$ 870 milhões já foram recuperados e mais de dois bilhões em bens dos réus estão bloqueados. Para Valdir Simão, seria difícil evitar a corrupção na Petrobras mesmo com a realização de freqüentes auditorias internas.

As declarações do ministro foram dadas à imprensa durante a 36º edição do Conbrai – o Congresso Brasileiro de Auditoria Interna. O evento acontece em Curitiba até quarta-feira. Valdir Simão concedeu uma palestra sobre controle interno, transparência e os instrumentos para o enfrentamento da corrupção.

No mesmo dia, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal, procurador Deltan Dallagnol, também deu uma palestra sobre problemas e soluções para a corrupção. O congresso conta com a participação de cerca de 600 auditores internos.

Repórter Tabata Viapiana.

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