A operação Lava Jato completa três anos nesta sexta-feira (17). Os crimes já denunciados na primeira instância envolvem o pagamento de propina de cerca de R$ 6,4 bilhões. Além disso, laudos elaborados por peritos da Polícia Federal indicam que o prejuízo à Petrobras pode chegar a R$ 42 bilhões, levando em conta o lucro que as empreiteiras do cartel de obras obtiveram a partir do pagamento de propina a agentes públicos e políticos para garantir os contratos com a estatal.

O bloqueio de bens dos réus já totaliza R$ 3,2 bilhões. A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná também pede o ressarcimento de R$ 38,1 bilhões pelos crimes cometidos, incluindo a aplicação de multas milionárias às empresas envolvidas no esquema.

Já foram oferecidas na primeira instância 58 denúncias contra 260 pessoas (sem repetição de nome), sendo que em 26 já houve sentença. Ao todo, foram 130 condenações, envolvendo 89 pessoas, contabilizando penas superiores a 1362 anos de prisão. Em três anos de operação, foram deflagradas 38 fases, com 746 buscas e apreensões, 202 conduções coercitivas, 91 prisões preventivas, 101 temporárias e seis em flagrante.

No âmbito da Lava Jato também foram firmados 155 acordos de colaboração premiada com pessoas físicas, 10 acordos de leniência com pessoas jurídicas e um Termo de Ajustamento de Conduta. O ressarcimento aos cofres públicos através das colaborações passa de R$ 10 bilhões. O valor representa multas aplicadas às pessoas físicas e jurídicas, além de renúncia de valores no Brasil e no exterior.

Até o momento, segundo a Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) do Ministério Público Federal, foram realizados 183 pedidos de cooperação internacional na Lava Jato com 43 países. Desse total, 130 pedidos são ativos feitos a 33 países e 53 são passivos recebidos de 24 países. A ferramenta tem sido fundamental para que MPF identifique contas no exterior que foram utilizadas por muitos dos envolvidos no esquema de desvio Petrobras. Já foram repatriados no exterior mais de R$ 590 milhões.

 

Repórter Tabata Viapiana

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