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Arquivo/Laycer Tomaz – Agência de Notícias da Câmara dos Deputados

A Procuradoria Geral da República apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra o deputado federal Nelson Meurer, do PP do Paraná. Segundo a PGR, o conteúdo da acusação não será divulgado porque está sob segredo de Justiça.

Nelson Meurer é o primeiro político paranaense a ser denunciado ao STF por envolvimento na operação Lava Jato. Se a denúncia for aceita, o deputado se tornará réu em um processo que vai tramitar no próprio supremo.

Ele é acusado de integrar o grupo de políticos do PP que recebia propina mensalmente – desviada de contratos da diretoria de abastecimento da Petrobras. Os repasses teriam sido feitos a Meurer entre os anos de 2008 e 2013.

No caso do deputado, apontado como uma das principais lideranças do partido, os valores poderiam chegar até R$ 150 mil por mês. Em um dos episódios apurados pela Polícia, ele teria ido pessoalmente ao escritório do doleiro Alberto Youssef em São Paulo para receber o dinheiro.

O nome de Meurer foi citado por, pelo menos, dois colaboradores da Lava Jato: Alberto Youssef e o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Segundo as investigações, o valor total repassado ao deputado chegaria a mais de um milhão e seiscentos mil reais. Somente para a campanha de 2010, cerca de R$ 500 mil teriam sido entregues, em duas parcelas, pela empreiteira Queiroz Galvão ao parlamentar.

Um inquérito contra Meurer já havia sido aberto em março deste ano para apurar os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Em depoimento à Polícia Federal durante as investigações, ele negou o recebimento de propina.

Agora, o deputado será citado para se manifestar sobre a denúncia da PGR antes da apresentação do voto do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. A assessoria de Meurer informou que, por enquanto, ele não vai se pronunciar sobre o caso.

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