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O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, entregou ao juiz Sérgio Moro um documento com respostas por escrito sobre todos os itens da denúncia feita pelo Ministério Público. Ele classificou como “inconsistente” e “absurda” a acusação de que existia um cartel de empreiteiras que fraudavam as licitações da Petrobras.

O depoimento foi nesta sexta-feira (30/10), durou cerca de meia-hora. Segundo a defesa, ele fez um pronunciamento inicial abrangente sobre as acusações, em que teria apontado equívocos cometidos pelo Ministério Público, e em seguida, entregou ao juiz Sérgio Moro um documento com respostas por escrito sobre todos os itens da denúncia.

O advogado do executivo, Nabor Bulhões, justificou a opção por respostas escritas.

O documento com as respostas de Marcelo já foi anexado ao processo e conta com sessenta itens. Ele negou repasses de propina, a existência de contas no exterior e disse que não conhecia outros réus da Lava Jato – como Alberto Youssef e Renato Duque.

Ele classificou de “inconsistente” e “absurda” a acusação de que existia um cartel de empreiteiras. O presidente também negou que pretendesse fugir do país e disse que atribuir isso a ele seria uma iniciativa não apenas ilegal, como cruel, apenas para mantê-lo preso. O executivo está detido em Curitiba desde junho.

No documento, Marcelo também explicou anotações pessoais apreendidas pela Polícia durante as investigações e disse que as conclusões dos investigadores foram propositadamente deturpadas por pessoas que teriam agido de má fé – tese defendida pelo advogado do executivo.

Segundo Nabor Bulhões, Marcelo é inocente. Por isso, ele disse que está confiante na absolvição do executivo e na revogação da prisão preventiva por meio de um habeas corpus que será julgado no Superior Tribunal de Justiça.

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Foto: arquivo Odebrecht

Repórter: Tábata Viapiana

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